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Foco no Outro
Espiritualidade / 18 fev 2021

Foco no Outro

Foco no Outro

A nossa civilização passa por uma fase muito difícil. A maior parte das pessoas já se desencantou com as religiões, com os intermediários que supostamente sabem tudo e que, ao não olhar para cada pessoa individualmente, massificam. A era de Aquário, esta nova era que está se aproximando, é a era que nos ajuda a vibrar por “somos todos diferentes, somos todos especiais”, contrariamente à era passada, de Peixes, em que a vibração era sustentada para que cada indivíduo fizesse parte das massas. As pessoas hoje em dia querem sentir-se cada vez mais especiais, sabem que não são iguais aos outros e não querem um tratamento espiritual massificado. Por isso, quando entendem a sua singularidade e percebem que vão ter que parar de fazer o que todos fazem, pensar como todos pensam, e ir atrás da sua individualidade, começam a interiorizar. Só que quando tentam entrar dentro de si próprias, fechar os olhos para sentir a sua energia – espanto! – lá dentro é escuro, triste e pesado. Há inclusive pessoas que fecham os olhos e se sentem mal, sentem um peso, sentem um breu, sentem um frio, e isso não é mais do que memória de Vidas Passadas. Memórias de lá de trás, onde as coisas não correram muito bem. Porque na realidade quando encarnamos, trazemos todas essas memórias. 

Se eu em uma vida morri na fogueira, queimada, com uma raiva tremenda e uma grande sensação de injustiça, quando eu nascer vou nascer revoltada e com uma sensação horrível de injustiça. Quando eu fechar os olhos para meditar, o que vai acontecer? Vou encontrar o que, quando tentar ir à emoção que mora no meu peito? Agora, imagine o acúmulo de memória de várias, várias, várias, muitas vidas? Como não limpamos, dentro de nós tudo fica cada vez mais pesado, escuro e desagradável. E a maior parte das pessoas, quando sente o peso, o que faz? 

Em vez de entender que precisa de limpar... 

Em vez de compreender que o que ali está é a sua própria energia, o acúmulo da vibração das suas próprias escolhas, e que é preciso encarar e aprender com os erros... e limpar... 

Em vez de ativar, deixar vir, abrir o alçapão da memória para que as coisas venham... para limpar... 

Não.
As pessoas vão para fora delas próprias. E permanecem fora.
E o que quer dizer ter o foco fora? Em vez da pessoa encontrar a sua essência para poder ser quem é, a pessoa acaba agindo e pensando em relação ao que os outros esperam dela. Até mesmo desenvolver gostos próprios, por exemplo, fazer o que os outros fazem, o que os outros acham bom. 

E o fato da nossa sociedade estar cada vez mais globalizada faz com que não haja muita escolha, uma pessoa acaba  fazendo mesmo o que todos os outros fazem, e lá se vai a sua singularidade, a sua unicidade. 

Imagine um local onde todas as pessoas vão. Está cheio de gente. Todos escolhem ir naquele lugar naquele dia. As pessoas não fazem coisas diferentes. As pessoas fazem cada vez mais as mesmas coisas. Para não terem que pensar muito. Para se integrarem. 

E conforme não vão fazendo coisas novas, diferentes, também não vai havendo coisas diferentes para fazer. Então, por exemplo, uma pessoa está sozinha, e em vez de aproveitar essa noite para meditar, para estar com ela mesma, ler um livro, ver um filme, pensar na vida, fazer os seus lutos talvez, fazer alguma Meditação emocional para poder ir às suas dores e limpar, não, liga para os amigos e vai ao cinema. Ou seja, as pessoas que não conseguem ficar sozinhas nem sequer conseguem iniciar os seus processos evolutivos. 

E quanto mais o tempo vai passando com este foco no outro, mais vazia vai ficando a sua energia.

E conforme a energia vai ficando vazia, também a pessoa vai começando a não querer estar com ela própria... A pessoa depende tanto dos outros que não otimiza o seu universo. Chega um momento que já nem sequer sabe do que gosta. É um ciclo vicioso, porque quanto menos ela sabe quem é, mais quer a presença dos outros. E quanto mais quer a presença dos outros, menos fica em contato com quem é. 

Existe uma teoria que diz que a cada hora que passamos com os outros devíamos passar duas horas com nós mesmos. Pode ser até um exagero, mas imaginando o oposto, a cada duas horas com os outros, passamos uma hora com nós mesmos? Poderia ser a solução. 

Quando a pessoa insiste em focar no outro, o que vai acontecer? A vida vai começar a trazer circunstâncias para obrigar a pessoa a ficar sozinha. Se ela não entender o propósito, se não entender esta teoria – se não entender que quando a vida nos pede para ficarmos sozinhos é mesmo para ficarmos sozinhos –, ela vai começar desesperadamente a procurar os outros, desesperadamente a querer estar com os outros, e deixa de fazer o seu processo de individualização energética. 

Há uma fórmula incrível de Jesus para isto: 

Faça com que a sua vida seja tão incrível, tão maravilhosa, que quando chegar outra pessoa, vai ter que ser para melhorá-la. Em último caso para a manter. Nunca para piorar. E por conta disso vai atrair relacionamentos muito bons. 

As pessoas, por não cuidarem das suas vidas, fazem com que elas fiquem tão mal, que quando chega alguém, qualquer coisa serve. Por isso é que os relacionamentos são insatisfatórios. Porque a pessoa inconscientemente utiliza a energia do outro para tapar o buraco que a ausência da sua própria energia deixou. 


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Alexandra Solnado
Alexandra Solnado

Alex Solnado é a autora portuguesa na área da espiritualidade com maior projeção mundial. Como nunca foi religiosa, o seu desenvolvimento espiritual acabou por passar por outras vias. Estudou Astrologia Kármica, Ciência Esotérica e Meditação. Em Março de 2002 numa Meditação, Jesus apareceu. Disse que tinha muita coisa para dizer, se ela estava disposta a escrever. A partir daí começam as mensagens… até hoje.

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